China: no planeta Terra é um dos lugares mais populosos. Sua história é milenar, permeada por guerras, poderosos impérios e acredite, muita tecnologia própria (o prórpio aqui é muito importante no contexto pejorativo do que se tornou o ‘Made in China’ que temos hoje). Os chineses criaram coisas fantásticas ao correr do tempo: no campo da engenharia, da literatura, da música, das artes… Eis que chegou o regime vermelho. E pegou um país despedaçado pela cruel invasão japonesa durante a Segunda Guerra, impondo, finalmente, o livro de Mao Tse Tung. De lá pra cá, a China tornou-se uma base de mão de obra dominada por um regime pesado e que coíbe, claramente, a liberdade de seus cidadãos. Desde então a China passou a produzir somente o que se espera dela: tudo o que o ocidente precisar, por um preço absurdamente abaixo do normal.
O mundo está vendo. A cada dia, o mundo enxerga, o que na era da sociedade conectada, é impossível esconder: A censura à liberdade que existe por lá. Fotógrafos, jornalistas, pintores, escritores: a produção cultural chinesa está decapitada, salvo por poucos que conseguem segurar suas palavras escondidos atrás de pseudônimos.
O Google, o grande imperador da internet, percebeu que sua rede de informações sofria ataques constantes de hackers chineses durante os meses de dezembro de 2009 e janeiro de 2010. Ataques que comprometiam a privacidade de seus usuários e de conteúdo. Tais ataques eram especificamente direcionados a conteúdos do Google e de seu serviço Gmail. Interessante no caso é saber que os emails invadidos na China eram de artistas ou ativistas de direitos humanos.
Enquanto isso, nos EUA, mais precisamente em Los Angeles, um escritório de Advocacia sofreu ataques com as mesmas características e nos mesmos dias e horários dos ataques dos hackers na China. O link entre os dois? Bom, o escritório representa uma produtora de softwares que está processando o governo Chinês por furtar um de seus produtos e utilizá-lo para filtrar informações na rede. Claramente, temos uma retaliação.
Desde então, o Google ameaçou cortar seus serviços na China, criando um clima de desconforto diplomático. No dia em que o Google anunciou sua possível saída, quatro estudantes se reuniram na porta da empresa em Pequim com flores e cartazes, em uma espécie de enterro simbólico. Quando a imprensa se aproximou, eles lamentaram a saída do serviço do país, mas nenhum quis dizer seu nome aos repórteres. Medo da retaliação, quem sabe.

O fato é que agora, mais do que nunca, a China terá de se explicar. Se tem uma coisa que a rede nos dá, é liberdade para obter informação. E liberdade é uma palavra que não ecoa bem na Praça da Paz Celestial.
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