Arquivo de 19 de Março, 2008

por carlos.evangelista às 09:01

Introducao

Fui convidado pra fazer parte dos sorveteiros, e não sabia sobre o que escrever. Fui ver o que os outros sorveteiros estavam escrevendo e percebi que de tecnologia estamos bem servidos. Então, para mudar um pouco, decidi escrever pequenas crônicas sobre a tecnologia e as pessoas, a relação delas com o que fazemos. Vamos ver se fica legal.

No sinal vermelho.

O semáforo fecha. Todos aqueles vendedores de bugigangas e tranqueiras começam a tentar nos empurrar suas mercadorias. Até que chega uma pessoa com um notebook na mão. Abaixo o vidro:

-Bom dia. O senhor poderia comentar no meu blog?
-ãh? Como assim?
-é, comentar no meu blog. Eu tenho um blog e ninguém comenta
-e eu com isso?
-ai eu decidi vir pro semaforo pedir para comentarem
-não vou comentar
-Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou só pedindo um comment. O que é que custa?
-mas você ficou louco? Levar o computador pro semaforo?
-é, tem uma conexão wi-fi aqui pertinho, comenta rapidinho antes que abra
-ta bom vai, dá aqui. “irado o post”. Pronto, enviar.
-”irado o post”? É tudo que você conseguiu falar?
-ah meu amigo, faz o seguinte, me chama aquele cara vendendo guarda-chuvas que ele enche menos o saco. Bons tempos que o povo só tentava nos empurrar esse tipo de coisas…

por Carol Freire às 07:30

Independente da tecnologia, eu queria falar um pouco de idéias, idéias que não vão derreter nunca porque estão muito além da “sacadinha” ou daquela famosa viradinha no final. Acho que tá na hora da propaganda procurar novas referências e deixar de subestimar o consumidor com tantas mensagens superficiais e tolas. Aí vão 3 filmes que eu adoro. E que valem a pena serem vistos. E revistos. E revistos.

por Baroni às 06:19

Imagine a seguinte situação….

Você chamou seus amigos na sua casa e enquanto a comida não ficava pronta você resolveu colocar um sonzinho… então pensou: eu queria ouvir minhas mp3 na minha cozinha agora enquanto ta rolando essa festinha em casa…. vou trazer o ipod, hum não tem caixinhas, vou ligar lá do quarto ou escritório mesmo…. mas vai ficar alto lá mas não vai dar para ouvir direito…. hum… vou trazer o notebook aqui… mas vai parecer rádio AM…

hum que saco…tudo poderia ser sem fio e ouvir em qual ambiente/música eu quiser….

A boa notícia é que existe duas soluções:

Sonos

Em poucas palavras: é um pouco caro, começa em U$ 1000 o pacote bundle para dois ambientes, mas permite até 32 ambientes (se você comprar mais “base stations”) com sons diferentes controlados por um unico device. Tem rádios on-line. Tem a opção para um ambiente por U$ 700.

Que tal jazz na cozinha e eletrônico lá fora no churrasco?

Squeezebox Duet

Um pouco mais barato que o Sonos, U$ 400 mas somente o controler e o base station. Tem rádios on-lines também.

Tudo isso sem ligar o seu computador.

Boa diversão!

por Alon às 05:49

remote_control.jpg

Isso não pertence à era digital, mas além do alerta à oportunidade que o Fabio postou abaixo, existe também um outro fator importante que além do alcance das TV abertas: o controle remoto.

Se não me engano, os planos de mídia de TV são baseados nos dados do Ibope que mede a audiência baseada na programação e não no break comercial. Sei que existe uma ferramenta , “flash”, se não me engano (não do Adobe) ou algo parecido que mede a diferença ou a audiência do break. Com o controle remoto certamente a audiência do break deve ser MUITO menor do que o programa. Aliás, gostaria da opinião de gente da mídia sobre isso. Tenho a sensação de que com a nova TV digital e interativa, com o Ginga (software brasileiro), teremos mais pegada comercial para minimizar o zap.

por Fabio Caetano às 05:20

Hoje o patrocínio do futebol da Globo ainda é algo almejado por muitos anunciantes. Sem sombra de dúvida não há o que questionar, quanto a sua rentabilidade, visibilidade e horizontalidade, proporcionada pelo pacote de comerciais, vinhetas, chamadas, inserts, vinhetas virtuais e reaplicações entregues durante todo o período e com possibilidade exposição a 98% da população (cobertura da Globo). Ou seja, é muito do que uma marca espera, e, para isso, o anunciante precisar ter a oportunidade de entrar, e é claro esperar na fila. Algo difícil uma vez que os patrocinadores atuais renovam ano após ano. Já ia esquecendo: é necessário um investimento estimado de R$110 milhões.

Vamos dizer que a marca do anunciante seja exposta aos 98% de cobertura da TV Aberta / TV Globo, ou seja, 182,3 milhões de pessoas (População Brasil 2006 base IBGE 186 milhões de habitantes). Guardemos este número.

Vou falar de internet agora, hoje já presente na maioria dos planejamentos de Mídia, mas ainda questionado por muitos. Boa parte com investimentos tímidos por insegurança do meio e outros já usando a interatividade que o meio propicia.

O último dado do IBOPE aponta para 39 milhões de usuários base Brasil e a pesquisa realizada pelo Data Folha em abril de 2007, aponta para 50 milhões de usuários. Seja qual for o número certo, o fato é que este meio tem números já para ser considerado uma mídia de massa, porém possui o diferencial de podermos fazer ações de nicho. Em meio aos fotologs, videologs, flickers, myspace, orkut, blogs, search engine marketing, messenger, portais de serviços, conteúdos, comunidades, este meio tem um valor agregado que é a vivencia com a marca e, como já disse antes, a interatividade com o usuário.

Agora começando a nossa conta de padaria: se temos R$110 milhões para uma cobertura de 182,3 milhões de telespectadores, por que não temos tantos anunciantes pré-dispostos a investir na proporção para um cenário de 39 milhões de usuários (base IBOPE), ou seja, R$23,5 milhões?

por Michel Carasso às 04:13

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Hoje, a Adobe confirmou que irá desenvolver uma versão do Flash Player para o iPhone.

Especulações a parte, segundo o CEO da Adobe, Shantanu Narayen, o Flash é sinônimo de experiência na Internet, e se compromete a levá-lo para o iPhone. Reforça dizendo que a equipe avaliou as ferramentas de desenvolvimento e acredita que pode criar um player de Flash para o aparelho.

Agora fica a dúvida se o desempenho do Flash é suficiente para o iPhone, segundo Steve Jobs, não!

por Bruna às 12:15

2007 foi o ano da microblogagem no Brasil. Pra quem não sabe, microblogging, é o sistema de “blogar pequeno”. Ou seja, ao invés de posts com muitos caracteres, só se pode enviar no máximo 140. Pode ser criada uma lista de amigos que podem ser seguidos (followers), e assim você acompanha o que todo mundo diz numa pagininha só, a sua. Mas o mais legal desse sistema é que não é necessário ligar o computador pra postar – via browser ou MSN e GTalk - você pode enviar tudo via celular.

É uma troca expressa e objetiva de informações, e não há limite de postagens diárias. O mais popular deles é Twitter:

twitter3.JPG

Sincadus é o nosso Twitter

 

 

Nessa onda, surgiram outras ferramentas que agregam o sistema de microblogging ao seus recursos:

O Pownce é um twitter melhorado e personalizado. Nele você pode não só enviar como responder mensagens de texto, mas também links, arquivos e eventos. É muito fácil, mas não utiliza recursos mobile, portanto, ponto negativo, sai de cena o celular. Nele você pode migrar dados de uma rede social pra outra. Isso pode gerar, futuramente, uma “conversa” das redes sociais entre si, fato que tem sido bastante discutido. Até hoje não fez sucesso entre os geeks e curiosos, talvez porque seja estático, e não dê pra mandar nada via celular, no meio do trânsito.

 

pownce.JPG

O Tumblr também é outro modelo de microformatos que mistura o Twitter com o Word Press (ferramenta de edição e publicação de blogs) Personalizado, é um recurso mobile bem interessante, pois permite o envio de vídeos, fotos, aúdios e textos direto do celular, mas há a opção de mandar via browser, do seu computador. Ele também pode funcionar como social network, e você pode montar grupos e seguir pessoas, assim como no Twitter. E mais, pode construir seu próprio feed, tipo um livestream, e ler o conteúdo das pessoas que você segue. Um ponto negativo do Tumblr, na minha opinião, é que não espaço para comentários. Mas mesmo assim, é ótimo para postagem de fotos.

 

tumblr.JPG

Atentos à mistura Twitter com Word Press, o WP resolveu criar seu próprio microformato, o Prologue, ainda em teste. A grande diferença dos outros é que ele separa os assuntos por tags, e você pode transformar seu blog num microblog. Logo, podemos ler vários blogs do wordpress ao mesmo tmepo, separados por assunto e de acordo com o tempo de postagem.

 

prologue.JPG

por Juliana Batista às 11:27

Novidade para quem tem uma conta de Google Analytics e utiliza o Google Docs: já dá para acompanhar estatísticas de acesso de documentos compartilhados no Google Docs.

É só ir em settings/configurações e marcar a opção “rastrear a visita aos meus textos usando o Google Analytics” e preencher o campo com o seu código de Analytics.

Pronto! Você verá estatísticas de seus documentos publicados.

Obs.: para quem não sabe achar o código de Analytics, segue o passo a passo:

  1. Acesse sua conta do Google Analytics.
  2. Na página “Configurações do Analytics”, localize o perfil para o qual você gostaria de recuperar o código de monitoramento. Observe que o código de monitoramento é específico do perfil.
  3. Na coluna de Configurações do perfil, clique em “Editar”.
  4. Acima do lado direito superior da caixa Informações de perfil do site principal e clique em verificar status.
  5. O código de monitoramento deve estar na linha iniciada por “_uacct =”.

Detalhe: por ser uma ferramenta em fase beta, pode rolar algumas eventuais falhas…mas vale testar!

por Alon às 11:24

Pergunte para quem não entende de marketing o que é reposicionar uma marca. Faça uma rápida enquete. Pois é, você vai descobrir que ninguém sabe o que isso significa. A TAM assumiu um compromisso de reposicionamento de marca com o consumidor mas esqueceu que ele não sabe o que isso significa. Uma prova desta ato falho que as vezes nós cometemos foi esse e-mail que recebi ontem deles, com meu extrato. No destaque principal diz “ Empresa divulga reposicionamento da marca e profissionais da companhia assumem compromisso pelo Espírito de Servir. “ . imagem4.png

por Juliana Batista às 11:12

O Google lançou o seu portal na Internet para organizações sem fins lucrativos, o Google for Non-Profits.

A idéia - expressa na home page - é: You are changing the world. We want to help.

Ali estão disponíveis várias ferramentas para organizações sem fins lucrativos usarem em sua defesa, desenvolvimento social e trabalho - muitas destas ferramentas já são bem conhecidas, exceto pelo Google Grants.

É interessante dar uma olhada para ver algumas idéias legais e os tutoriais compilados pelos próprios funcionários do Google sobre como organizações sem fins lucrativos podem utilizar o poder da web, tecnologia e Google.

por Alon às 11:06

O nome é engraçado porque certamente não foi proposital. Fibra Ótica em casa numa velocidade que todo mundo sonhou. Essa é a promessa da Verizon com o Fiber. Já disponível nos Estados Unidos ele já começa a quebrar a barreira do Last Mile como problema de download. Logo mais será a vez do Wi-Max e depois o 4G. Dizem que já tem gente aqui em São Paulo testando um Speedy 50MB. Dizem também que os beta testers são moradores do Jardins e dizem que custará algo como R$ 500,00 por mês.Quem souber de informações de gente que usa o FiOS nos EUA favor comentar sobre o serviço. E de Speedy idem ;-) imagem3.png

por Patricia às 02:32

Data Visualization

Flickrvision, Newsmap, TweeterVision, FlickrTime, Amaztype.
O que esses sites têm em comum? Mais do que inteligentes ferramentas de mashup ou novidades para derreterem em nossos browsers, estamos falando de uma tendência cada vez mais presente na vida digital: data visualization.

Tente contar a quantidade de notícias, imagens, vídeos, sons, e-mails, contatos, a que você é exposto todos os dias. Teias intermináveis de informações que nos ligam, nos guiam, nos ajudam e as vezes até nos desviam daquilo que temos que fazer.

Afogados no mar agitado de tantos terabytes diários não é dificil entender a proliferação de mecanismos que procurem dar uma mãozinha na hora de entender e organizar de forma rápida e sintética toda essa confusao. Essa é a função de sites baseados no conceito de data visualization, transformar a tolenada de conteudo que recebemos o tempo todo em informação concisa, bonita e interessante.

De pinturas rupestres a complexas teias de relacionamento na web, o que o homem procurou foi sempre contar uma história, passar a mensagem, mostrar a que veio. Quando mais nossa vida se tornar complexa, maior a necessidade de voltar ao simples. Zeros e uns viram cores, formas e sensações. O homem digital quer voltar ao natural.