Mar
Introducao
Fui convidado pra fazer parte dos sorveteiros, e não sabia sobre o que escrever. Fui ver o que os outros sorveteiros estavam escrevendo e percebi que de tecnologia estamos bem servidos. Então, para mudar um pouco, decidi escrever pequenas crônicas sobre a tecnologia e as pessoas, a relação delas com o que fazemos. Vamos ver se fica legal.
No sinal vermelho.
O semáforo fecha. Todos aqueles vendedores de bugigangas e tranqueiras começam a tentar nos empurrar suas mercadorias. Até que chega uma pessoa com um notebook na mão. Abaixo o vidro:
-Bom dia. O senhor poderia comentar no meu blog?
-ãh? Como assim?
-é, comentar no meu blog. Eu tenho um blog e ninguém comenta
-e eu com isso?
-ai eu decidi vir pro semaforo pedir para comentarem
-não vou comentar
-Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou só pedindo um comment. O que é que custa?
-mas você ficou louco? Levar o computador pro semaforo?
-é, tem uma conexão wi-fi aqui pertinho, comenta rapidinho antes que abra
-ta bom vai, dá aqui. “irado o post”. Pronto, enviar.
-”irado o post”? É tudo que você conseguiu falar?
-ah meu amigo, faz o seguinte, me chama aquele cara vendendo guarda-chuvas que ele enche menos o saco. Bons tempos que o povo só tentava nos empurrar esse tipo de coisas…















19 de Março, 2008 at 9:05 pm
irado o post!
20 de Março, 2008 at 3:57 am
hahahaha… irado o post. Incrível a evolução que a internet traz e como o ego de um blogueiro pode ser afetado se ninguem lhe dá atenção. muito bom. parabénssss
20 de Março, 2008 at 10:19 am
Pense num post IRADO! hehe
Concordo com o seu post Carlos, muitos que comentam só expoem coisas minímas, não acrescentam o post. Acho que os comentários devem ser a ligação entre o blogueiro e o leitor e a partir dele, cria-se uma discussão sobre o tema relacionado na postagem e não só: muito bommm! , massaa! , dahora e assim vai.
Bem, tem postagens que não tem mesmo o que dizer, então vai um “IRADO”! E o Luiz acima tocou num ponto crucial, o ego do blogueiro, que quer por que quer que comentem.
Abraços e vamos nas crônicas comunicativas, que pelo jeito, vai dar certo