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Por Fernand Alphen(ainda sem senha)
Eu queria propor um debate e que venham os polemistas de plantão.
Imaginemos que a gente possa planejar mídia por conteúdo. Ao invés de centrar nossos planos por veículo, a gente comece pensando nos seus conteúdos.
Vamos pegar um exemplo clássico. O seriado Lost é assistido por muita gente: alguns na TV Globo, outros no Terra, outros baixam da Internet, e mais um punhado olham picado no Youtube. Tem ainda quem além (ou ao invés) de assistir só fica bisbilhotando (ou lambendo) os blogs que comentam o seriado ou aqueles que só lêem as resenhas dos seriados. E tem os doidos que fazem tudo isso e ainda criam outras histórias paralelas, livros paralelos, quadrinhos paralelos, vídeos paralelos.
Muito bem. Se a gente pensar primeiro no conteúdo porque ele é pertinente com o conteúdo publicitário que eu quero para a minha marca, em que mídias anunciar? Que espaço comprar? Talvez nem todos sejam compráveis, mas é possível imaginar um jeito de se associar à maioria desses pontos de contato. E também é possível imaginar que todas as audiências podem ser mensuradas.
Quanto ao meu conteúdo “publicitário” se ele for apenas “afim” (que tem afinidade) talvez mais simples e efetivo fosse fazer um “product placement”. Resolve a questão da audiência máxima e pertinente.
Só não resolve a sagrada separação entre o que é puramente editorial e o que é comercial.
E aqui está o X da questão (e não aqueles X jurássicos).
Como é que eu faço para conseguir estar “junto” com todas as “mídias” que veiculam o conteúdo que interessa sem ser promíscuo? Porque é certo que, ainda que seja possível, é muito provavelmente inviável porque caro demais. Já imaginaram a quantidade de gaiato leiloando seu conteúdo “Lost related”?
Talvez, nesse X esteja o caminho da verdadeira renovação criativa.
Talvez a gente devesse criar “de acordo” com essa afinidade de conteúdo outro conteúdo, complementar.
Talvez a gente devesse ser capaz de criar conteúdos tão pertinentes e impactantes quanto Lost, associados com uma marca.
Talvez a gente devesse criar conteúdos publicitários para cada um dos pontos de contato possíveis.
E talvez tudo ao mesmo tempo.
Sacaram o desafio e como nosso ofício pode ser excitante?















25 de Março, 2008 at 4:09 pm
Mas era assim no começo dos tempos, depois foi que mudou.
Primeiro a gente decide o que quer dizer às pessoas, e depois decide como. Só que quando as agências brasileiras decidiram que o melhor é dar a criação sem entrada e sem prestações, só com os 10% do garçom, aí é que a porca torceu o rabo.
A lógica manda que a gente primeiro pense o conteúdo, e depois quem vai entregar o conteúdo, não?
O meio é a mensagem, mas no Brasil o meio também é o dinheiro do cliente, então o conteúdo meio que vira secundário.
Falta mais é juntar todo mundo. Que os criativos deixem de frescura e timidez e comecem a falar com os clientes, que os clientes comecem a entender como funciona a coisa lá dentro, e todo mundo trabalhando junto (naquela alegria, axé, meu povo!) é que a coisa vai dar certo.
Ou então, separa de vez o dinheiro da veiculação do dinheiro da idéia, né não?
25 de Março, 2008 at 4:21 pm
Ou mata os véios, caretas, preguiçosos e vaidosos!
Fernand
25 de Março, 2008 at 7:52 pm
Fernand, cadê a senha que te deram hoje de tarde?

É pra usar!
26 de Março, 2008 at 7:59 am
Faz tempo que eu prego que marcas são emissoras que precisam contar histórias…
26 de Março, 2008 at 1:36 pm
Você é um profeta Alonmé!
26 de Março, 2008 at 8:21 pm
fernand, alon, amigos, toc-toc, com licença na moral…
bacana as sugestoes de comunicacao por conteudo e de adotar uma nova forma de se trabalhar a exposicao de uma marca (pra nao dizer planejamento de midia, uma vez que o frances mandou esse palavrao para a guilhotina ) mas nao entendo qual debate esta proposto no post. a proposito, nao existem marcas que ja adotaram estrategias como essas apresentadas?
26 de Março, 2008 at 9:30 pm
ô, MZ! Achei q vc fosse se mais agressivo. Como vc foi uma flor no seu post, vou ser uma flor com vc: sim, existem marcas q adotam estratégias assim. A nike por exemplo. Mas só vou acreditar q a coisa tá mudando mesmo
1) qdo um artigo singelo não virar mais polêmica.
2) qdo as mega marcas, mega ricas, pararem de fazer campanhas com bundas de celebridades dançantes.
E o mais louco é q a única frase realmente polêmica do artigo (qdo falava de posicionamentos e xavecos desastrados) não foi sequer comentada.
1 de Abril, 2008 at 1:42 pm
Se o assunto nao derreteu…
Fernand, minha cabeça ainda e muito grande para essa carapuça. Mas como foi vc quem tocou no assunto, acredito que ninguem comentou pois parecia desabafo de um profissional que esta sem ambiente em casa. Algo localizado na sua agencia. Enfim…
Acabei de ler a nota sobre o Chalfon no Grupo de Midia. Acho bacana ter um profissional representativo ali na ilha do Dr. Grant (se é que vc me entende). Chama o cara para postar e engrossar o coro.