Mai
Eu acredito e aposto no investimento em mobile. Celulares além de numerosos no Brasil (+ de 100 milhões), eles serão mais fáceis e úteis do que são hoje graças ao 3G e a TV Digital.
Mas gostaria que alguém me explicasse o porquê que é tão caro comprar SMS por exemplo. Hoje o preço varia de R$ 0,20 à 0,40 a unidade. Sei que existem os agregadores e que eles precisam e mercem ganhar o seu dinheiro mas deste jeito é impossivel fazer qualquer ação de massa.
Aplicativos, triangulação e outras coisas ainda são difíceis de viabilizar. As operadoras também não demonstam interesse do uso comercial da sua infra-estrutura.
Na verdade eu gostaria de ver e escutar gente viabilizando ações no Brasil de mobile com um preço justo. Quem tiver alguma idéia pode trazer. Eu compro.






5 de Maio, 2008 at 3:59 pm
acho q nem é só o preço q é alto, alon… o risco associado com o fato de o celular ser um troço tao pessoal tbem dificultam as coisas… tanto pra planejar, quanto pra criar e viabilizar.
5 de Maio, 2008 at 7:57 pm
Edu, eu adoraria confirmar e validar todos as minhas promoções por celular por exemplo. Acho que SMS é igual a e-mail. Pessoal, intransferivel e seguro.
5 de Maio, 2008 at 11:07 pm
Oi Alon!
Vou tentar encurtar uma explicação (ou quase isso) que poderia render um tratado.
De uma maneira geral há uma associação direta entre mobile marketing e SMS. Não é errado pensar assim, mas é uma premissa limitadora do que se pode fazer nessa plataforma. Afinal, mobile-mkt também pode ser elaborado utilizando voz, bluetooth, internet móvel, aplicativos JAVA, etc.
O SMS tem como grande vantagem a compatibilidade com 100% dos aparelhos. Porém, também tem suas limitações, como interface pobre (138 caracteres) e barreira de uso (cerca de 45% das pessoas mandam SMS).
Em relação ao custo da mensagem, há pano para muita discussão.
É caro ou barato comparado com o quê? Com TV, com email marketing, com mala-direta?
Sempre digo que em mobile marketing saímos do mundo de milhões de impactos potenciais para o mundo de milhares de conversas travadas em tempo real com o consumidor.
Vamos a alguns exemplos.
Na campanha feita para Boteco Bohemia, mobile pegava carona na mídia impressa e convidava as pessoas a mandarem um SMS grátis para acessar o Guia Mobile de Botecos. Houve 55.000 interações. Custo para a cervejaria de cerca de R$ 30.000.
Aí vem a pergunta: é caro ou barato?
Na minha opinião, quase de graça. Afinal, milhares de pessoas que foram impactadas pelo anúncio, responderam ao call-to-action via SMS e carregaram em seus celulares um guia com acesso a 31 bares que oferecem seu produto.
A diferença aqui, assim como em todo mundo digital, está na possibilidade de medição em tempo real do resultado da campanha. Mais ainda: em mobile, paga-se pelo que se leva. Paga-se pelo número de SMS recebidos ou enviados, downloads feitos, acessos ao mobile site, etc.
Mais um exemplo: o lancamento do FIAT PUNTO.
A única mídia nos primeiros 15 dias de campanha foi um mobile banner na home do portal Claro Idéias (direto em celulares). A taxa de cliques foi de 4,3%, com mais de 255 mil visitas ao mobile site e um custo por clique 3 vezes menor do que um super-banner na home de qualquer portal web.
De novo, fica barato. Barato porque é mensurável. Porque é eficiente.
Sem dúvida, fica caro mandar indiscriminadamente 2 milhões de SMS. Porém, com investimento bem planejado é possível se atingir belos resultados.
Internet pode ser cara ou barata. TV também.
Tudo dependerá da forma como a agencia planejar o investimento. Por isso, acredito eu, jogam melhor no mercado digital aquelas agências que têm em seu DNA a busca pela a inovação associada a um retorno consistente para seu cliente.
Retorno que nem sempre se mede com GRPs ou CPMs. Falo de retorno que se comprova ao se conversar, de fato, com o consumidor. Até mesmo porque, no final do dia, é ele quem paga a conta de todo mundo.
Espero ter contribuído um pouco para a discussão.
Grande abraço!
Léo