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Hoje o patrocínio do futebol da Globo ainda é algo almejado por muitos anunciantes. Sem sombra de dúvida não há o que questionar, quanto a sua rentabilidade, visibilidade e horizontalidade, proporcionada pelo pacote de comerciais, vinhetas, chamadas, inserts, vinhetas virtuais e reaplicações entregues durante todo o período e com possibilidade exposição a 98% da população (cobertura da Globo). Ou seja, é muito do que uma marca espera, e, para isso, o anunciante precisar ter a oportunidade de entrar, e é claro esperar na fila. Algo difícil uma vez que os patrocinadores atuais renovam ano após ano. Já ia esquecendo: é necessário um investimento estimado de R$110 milhões.
Vamos dizer que a marca do anunciante seja exposta aos 98% de cobertura da TV Aberta / TV Globo, ou seja, 182,3 milhões de pessoas (População Brasil 2006 base IBGE 186 milhões de habitantes). Guardemos este número.
Vou falar de internet agora, hoje já presente na maioria dos planejamentos de Mídia, mas ainda questionado por muitos. Boa parte com investimentos tímidos por insegurança do meio e outros já usando a interatividade que o meio propicia.
O último dado do IBOPE aponta para 39 milhões de usuários base Brasil e a pesquisa realizada pelo Data Folha em abril de 2007, aponta para 50 milhões de usuários. Seja qual for o número certo, o fato é que este meio tem números já para ser considerado uma mídia de massa, porém possui o diferencial de podermos fazer ações de nicho. Em meio aos fotologs, videologs, flickers, myspace, orkut, blogs, search engine marketing, messenger, portais de serviços, conteúdos, comunidades, este meio tem um valor agregado que é a vivencia com a marca e, como já disse antes, a interatividade com o usuário.
Agora começando a nossa conta de padaria: se temos R$110 milhões para uma cobertura de 182,3 milhões de telespectadores, por que não temos tantos anunciantes pré-dispostos a investir na proporção para um cenário de 39 milhões de usuários (base IBOPE), ou seja, R$23,5 milhões?