por gustavo.mini às 03:18
20
Mai
Uma das atrações do Sonar esse ano é o Antipop Consortium. O quarteto de hip hop experimental tinha se dissolvido um tempo atrás, mas voltou à ativa para uma série de shows e, quem sabe, até um disco novo.
Feliz com a notícia, catei alguns vídeos dos caras pra compartilhar o que considero uma fonte incrível de inspiração.
Em “Arrythmia” de 2002, os caras cruzaram com perfeição as batidas minimalistas e esquisitamente elegantes da IDM com as rimas do rap.
Existe toda uma cena de hip hop experimental (assunto pra, quem sabe, outro post) que faz essa colisão e o Antipop Consortium é um dos melhores exemplos da parada.
por gustavo.mini às 12:39
30
Abr

Sugestão: em vez de ficar fritando por aí, pulando de link em link, invista um bom tempo dando uma boa olhada com calma no site da TROIKA. Auto-definida como um estúdio multidisciplinar de arte e design, a turma de ex-estudantes da Royal College of Art de Londres extrapola os clichês do gênero injetando poesia onde geralmente há apenas muitas sacadinhas e muito sarcasmo.
Pega o exemplo de Sonic Marshmellows, o trabalho da foto acima. Através dessas imensas estruturas côncavas, é possível que duas pessoas em um parque do interior da Inglaterra conversem apenas por sussurros. Um imenso telefone sem fio - e também sem energia eletromagnética - só usando engenharia acústica e um pouco de magia.

Cloud, por sua vez, é a escultura paga pela British Airways pra ornar seu lounge de luxo no terminal 5 do aeroporto de Heathrow. Já postei no Conector, mas gosto tanto da idéia de uma nuvem construída com as pecinhas que são usadas nos painéis eletrônicos de aeroportos que explorei também o making of, disponível no site da Troika. De novo o design e a engenharia a serviço de uma poesia visual menos neurótica do que o que estamos acostumados a absorver.

Electroprobe é um microfone construído pela Troika pra captar as conversas entre os aparelhos eletro-eletrônicos. Alguns deles, inaudíveis para a capacidade humana. Outros, como o murmurar da geladeira e o pigarro insistente da TV fora do ar (existe ainda TV fora do ar?), um pouco mais presentes. Mas todos eles relegados ao background da paisagem sonora do nosso dia-a-dia, desprezados pela nossa playlist consciente.
Em “Shit, I Forgot the Ipod”, o pessoal da Troika juntou alguns aparelhos e botou ali ao redor uns Electroprobes com seus fones para os visitantes da instalação (originalmente numa galeria alemã) desfrutarem da trilha sonora composta a partir das diferentes frequências de uma geladeira, um GPS, uma luz de neon e assim por diante.
E digo mais: tudo isso me lembrou o Flaming Lips.