por Patricia às 03:48
09
Jul
Começa no próximo dia 15, no MAM, a exposição do artista francês Marcel Duchamp. Pra quem não conhece, e parafraseando a revista Bravo! deste mês, um gênio visionário que mudou os paradigmas da arte no mundo.
Segundo ele, uma obra só é completa quando somada à interpretação do espectador. E mais do isso, subvertendo às antigas escolas de belas artes, para ele o mais importante não é a técnica do artista e sim a idéia contida na obra. A idéia é a própria obra. Assim, não importa se você está falando de um mictório assinado ou de uma roda de bicicleta, o objetivo é fazer pensar.
Partindo desse pressuposto e contextualizando esse raciocínio para internet, acredito que estamos falando de uma nova era na produção, distribuição e consumo da arte. Já que basta ter um computador para dar seu recado em txt, imagem e video na internet, imagino que Duchamp descansa feliz.
O que importa é a idéia:

Somos Todos artistas em potencial:
por Patricia às 11:55
07
Mai
Ficou mais fácil voltar pra casa: Google Drive.
por Patricia às 04:21
15
Abr
Um post em homenagem à infância… O bom e velho flipbook está de volta. O FlipClips é um serviço (infelizmente pago) que transforma seus vídeos em simpáticos livrinhos animados. Abaixo um exemplo de flipclip e um video da banda holandesa Kraak & Smaak no melhor estilo flipbook.
por Patricia às 11:58
04
Abr

“O homem moderno perdeu a opção do silencio. Tente calar seu diálogo interno. Tente atingir ao menos 10 segundos de silencio interior. você vai encontrar um organismo resistente que te força a falar. Esse organismo se alimenta do seu hospedeiro e o faz trabalhar incessantemente para manter-se vivo. Esse organismo é um virus. A palavra se tornou um virus.”
É esse o mote central que nos conduz pela incrivel trama de The ticket that Exploded, um livro do escritor e filósofo americano Willian Burroughs. Em tempos de informação urgente e constante, um incrivel insight de 1962 direto para a era digital. Pausa para reflexão.
por Patricia às 12:00
31
Mar

Dois fatos inusitados envolvendo números de celular me chamaram atenção esta semana.
Primeiro essa noticia de que os motoristas da Coréia estão fixando nos automóveis uma etiqueta com o número de seu celular. Depois, a curiosa anotação na contra-capa de um livro que tomei emprestado: “Nome do dono - numero do celular”.
Nas duas situações é fácil entender que o número do celular foi disponibilizado para que o dono do objeto possa ser localizado facilmente caso necessário. O que me surpreende é que ambas as situações mostram uma quebra de paradigmas em relação a uma informação bastante pessoal e restrita.
Será que o números de celular está deixando de ser um dado particular? Ou… Com a quantidade de informações pessoais que compõe nossa vida digital hoje em dia (redes sociais, flickrs, twitters, etc), o que mais deixou de ser privado?
por Patricia às 02:32
19
Mar

Flickrvision, Newsmap, TweeterVision, FlickrTime, Amaztype.
O que esses sites têm em comum? Mais do que inteligentes ferramentas de mashup ou novidades para derreterem em nossos browsers, estamos falando de uma tendência cada vez mais presente na vida digital: data visualization.
Tente contar a quantidade de notícias, imagens, vídeos, sons, e-mails, contatos, a que você é exposto todos os dias. Teias intermináveis de informações que nos ligam, nos guiam, nos ajudam e as vezes até nos desviam daquilo que temos que fazer.
Afogados no mar agitado de tantos terabytes diários não é dificil entender a proliferação de mecanismos que procurem dar uma mãozinha na hora de entender e organizar de forma rápida e sintética toda essa confusao. Essa é a função de sites baseados no conceito de data visualization, transformar a tolenada de conteudo que recebemos o tempo todo em informação concisa, bonita e interessante.
De pinturas rupestres a complexas teias de relacionamento na web, o que o homem procurou foi sempre contar uma história, passar a mensagem, mostrar a que veio. Quando mais nossa vida se tornar complexa, maior a necessidade de voltar ao simples. Zeros e uns viram cores, formas e sensações. O homem digital quer voltar ao natural.