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por ludmila maia às 04:01

Um assunto que tem desesperado os membros da Academia Brasileira de Letras e qualquer defensor mais conservador da Língua Portuguesa é qual será futuro do português, já que tem aumentado muito o número de brasileiros que tem acesso à internet e isso se reflete diretamente na comunicação.

Primeiro porque não há nada que impeça qualquer pessoa de escrever como bem entender, e segundo porque a disseminação de informações pela internet é mais rápida que em qualquer outro meio, o que leva as pessoas a abreviarem palavras e resumir idéias para serem mais rápidas e objetivas.

Atualmente, um dos maiores “inimigos” da Língua Portuguesa, tem sido o tiopês (tiopês vem de escrever a palavra “tipo” com as letras trocadas “tiop”), uma linguagem que mistura erros gramaticais grotescos, incoerência e nonsense propositalmente. Entretanto, o tiopês não é considerado um “assassino da língua”, pois quem sabe realmente falar um tiopês fluente, costuma ter um bom conhecimento da língua para poder errar nos lugares certos.

O que quase ninguém consegue descobrir ou se lembrar é de onde surgiu essa linguagem. O mistês é o mais velho (2001). Ele foi criado pelo blogueiros Misto Eleazar, Marcos Rodrigues e por Rafael Madeira. Amigos de uma sala de bate-papo do Mirc, eles começaram a escrever imitando quem cometia deslizes ortográficos no programa.
Para divulgar a brincadeira, os três montaram fotologs em que só escreviam o tal de mistês (de Misto).

Em 2006, o internauta Ale Crescini criou uma comunidade para fazer novas amizades. Ele escrevia de maneira, digamos, exótica, cheia de falhas de digitação e de erros de concordância e pontuação. O pessoal achou graça nisso e entrou na comunidade para imitar o seu “estilo”. Nascia o alechat. Pouco tempo depois surgia no próprio Orkut o tiopês um mix do mistês e do alechat.

O ícone dessa linguagem descontraída e bem-humorada é Cersibon, personagem de Rafael Madeira. Os personagens não têm forma fixa, são feitos no Paint sem a mínima intenção de serem visualmente bonitos. São rabiscos às vezes incompreensíveis, o que impossibilita o leitor de distinguir os personagens, transformando quase todos em “Cersibons”. Quase todos porque apesar de serem praticamente indistinguíveis, existem outros personagens, como Jezebel, Gláucio, Mizabet e Naldo.

rofam

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