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O CQC do Tas promete. Tá esquentando. O único problema para alavancar mais rapidamente a audiência é a falta de limite em alguns momentos. Este exemplo do Gentili é engraçado mas, pra que tirar de idiota o padre Marcelo?
(Editado 1 horas depois)
E se o CQC brasileño seguir o original argentiño o padre Marcelo será só o couvert.
Por Fernand Alphen(ainda sem senha)
Eu queria propor um debate e que venham os polemistas de plantão.
Imaginemos que a gente possa planejar mídia por conteúdo. Ao invés de centrar nossos planos por veículo, a gente comece pensando nos seus conteúdos.
Vamos pegar um exemplo clássico. O seriado Lost é assistido por muita gente: alguns na TV Globo, outros no Terra, outros baixam da Internet, e mais um punhado olham picado no Youtube. Tem ainda quem além (ou ao invés) de assistir só fica bisbilhotando (ou lambendo) os blogs que comentam o seriado ou aqueles que só lêem as resenhas dos seriados. E tem os doidos que fazem tudo isso e ainda criam outras histórias paralelas, livros paralelos, quadrinhos paralelos, vídeos paralelos.
Muito bem. Se a gente pensar primeiro no conteúdo porque ele é pertinente com o conteúdo publicitário que eu quero para a minha marca, em que mídias anunciar? Que espaço comprar? Talvez nem todos sejam compráveis, mas é possível imaginar um jeito de se associar à maioria desses pontos de contato. E também é possível imaginar que todas as audiências podem ser mensuradas.
Quanto ao meu conteúdo “publicitário” se ele for apenas “afim” (que tem afinidade) talvez mais simples e efetivo fosse fazer um “product placement”. Resolve a questão da audiência máxima e pertinente.
Só não resolve a sagrada separação entre o que é puramente editorial e o que é comercial.
E aqui está o X da questão (e não aqueles X jurássicos).
Como é que eu faço para conseguir estar “junto” com todas as “mídias” que veiculam o conteúdo que interessa sem ser promíscuo? Porque é certo que, ainda que seja possível, é muito provavelmente inviável porque caro demais. Já imaginaram a quantidade de gaiato leiloando seu conteúdo “Lost related”?
Talvez, nesse X esteja o caminho da verdadeira renovação criativa.
Talvez a gente devesse criar “de acordo” com essa afinidade de conteúdo outro conteúdo, complementar.
Talvez a gente devesse ser capaz de criar conteúdos tão pertinentes e impactantes quanto Lost, associados com uma marca.
Talvez a gente devesse criar conteúdos publicitários para cada um dos pontos de contato possíveis.
E talvez tudo ao mesmo tempo.
Sacaram o desafio e como nosso ofício pode ser excitante?
Com essa onda de milhões de usuários no twitter e todas as outras versões de micro-blogs por aí, as pessoas vão criando usos particulares pras ferramentas, excedendo a proposta inicial de simplesmente dizer o que se está fazendo. No twitter tem uma série de profiles dedicados a conteúdo. Exemplo disso é o AgendaCult que lança pros seus “seguidores” dicas culturais daqui de SP.
Passeando por aí conheci o Instapaper, dos criadores do Tumbrl. É uma ferramenta que se propõe a organizar coisas que vc quer ler mais tarde, sem deixar dezenas de abas abertas no seu browser. Através de um bookmarklet (botão/atalho no seu navegador) as notícias que merecem sua atenção em momentos mais apropriados, vão sendo armazenadas numa lista, cujo design é espartano (simple is good, and fast), e você as acessa quando quiser.
Obviamente existem mil formas próprias de se fazer a mesma coisa, mas o legal é que em tempos de enxurradas de conteúdo, você continua ganhando formas pra escolher o que, quando e como quer vê-los.
Edit depois da lembrança do Alon aí embaixo: Testei. Muito rápido o cadastro e o funcionamento. E dá pra assinar o RSS das sua lista de “pendências”. A principio achei que uma tag no del.icio.us faria o mesmo papel. Mas o instapaper consegue ser mais rapido e mais prático.