Posts Tagged ‘Interatividade’

por Lara às 01:32

Era exatamente isso que nós mulheres precisávamos (além de outras cositas mais!). Um salão de beleza virtual. Ao ler a notícia no WNews não entendi direito como isso funcionaria mas, não resisti a curiosidade e lá fui eu averiguar.

Adorei. Fiquei pelo menos uma hora mudando maquiagem, cabelo, tirando olhera. E olha,  o milagre das olheiras é realmente incrível. Primeiro, você faz um cadastro no site, faz o upload de uma foto sua e através de marcação de alguns pontos específicos ele faz um mapeamento do seu rosto e você começa a mudar tudo. Depois é possível salvar a foto inclusive na sua máquina. Aí, é só levar no cabelereiro/maquiador e pedir para ficar exatamente daquela maneira!

É muito simples! Vale a pena conhecer. TAAZ.

Depois de testar muitas cores de batons, sombras e cabelos cheguei ao resultado final que vocês podem ver aí embaixo. Aproveitem e vejam a minha versão de cabelo preto pq essa, só nessa ferramenta mesmo. O ruivo me persegue.

Além da diversão garantida para a mulherada a idéia é uma ótima ferramenta de publicidade. Enquanto vai escolhendo as cores de maquiagem vão aparecendo marcas de produtos que possuem essas cores e a recomendação. Só faltou um link para o site do produto. Mas, eles chegam lá com certeza.

Aproveitem! Vale a pena se divertir.

Taaz

Fonte: WNews

Agradecimento ao Michel Pereira que além de estar aqui ao lado super interessado na tecnologia que envolvia a ferramenta, me sugeriu o título desse post! ;)

por Bruna às 08:01

Desde que Narciso apaixonou-se por si mesmo ao ver, pela primeira vez, seu reflexo no lago, a brincadeira não parou mais. Muito tempo depois, no Renascimento, foi inventado o espelho, que permitia que as pessoas não só se vissem, mas que se flagrassem vendo umas às outras.

O espelho fatalmente deu origem aos “modos”, olhar-se virou um hábito, um exercício de consciência, o que vejo é o que sou? A sensação que temos é que no espelho controlamos nossa própria imagem, e nele sempre queremos parecer mais bonitos.

Os modos deram origem à moda, e a moda às vitrines e às passarelas. Sacramentou-se então a invenção moderna do ego, e enxergado o ego, somos outros. E todos enxergando seus próprios egos e os egos dos outros, temos a cultura do olho.

O olho explica todas as grandes invenções da história: a fotografia, o cinema, e, por último, a televisão. Ver-se não é mais novidade, espionar-se tampouco. Agora tudo está às claras, mas será que todo mundo se vê como deve ser visto? E o que será que deve ser visto?

Pra pirar tudo de vez, surgiu a internet. A princípio, uma ferramenta de pesquisa, e depois, a principal transformadora das relações sociais no mundo. As pessoas agora não se conhecem apenas no colégio, no trabalho, no clube e na igreja, elas se encontram na internet.

E a dona internet, que não é boba, organizou-as em “sites de convívio”, redes que exibem e catalogam as pessoas por gostos e afinidades. No Brasil, é tão comum ter uma ficha na polícia quanto uma ficha no Orkut, o mercadão municipal onde é possível ver, comprar e vender de tudo.

Taggeados, etiquetados e associados a infinitos grupos e comunidades virtuais, agora todo mundo sabe o que a gente vê, come, lê, e nossas fotos pessoais podem ser vistas e comentadas. A internet passa a ser um espelho, mas com a opção “censura”, e para o qual mostramos só o que queremos.

Mas mostramos, de alguma forma: há quem mostre tudo via webcam, mas há quem mostre literatura, política e jornalismo bom sendo feito em blogs. Há programas de rádio sendo reformulados em podcasts e o cinema se reconstruindo no YouTube.

Na web 2.0 produz-se conteúdo em toda parte, o tempo todo e para todos os gostos. Produz-se sozinho ou em grupo, e outros grupos podem editar o que produzimos. Há muita gente falando, escrevendo, passando informação pra frente e pra trás.

Com a chegada da banda larga aqui, em 2000, recursos como os de streaming se tornaram possíveis, mas ainda caminhavam com as lesmas e ficaram no meio do caminho. De lá pra cá melhorou, mas está longe de termos a velocidade ideal de internet, aquela que age pela gente: pensei e o site carregou.

Hoje, com razoável velocidade de conexão, a transmissão de vídeos não só se tornou viável, mas pode ser feita ao vivo. O sujeito liga a webcam e transmite de qualquer lugar seu próprio show. Sites como UStream, Live video, Yahoo Live!, Mogulus e Justin.TV possibilitam isso. Mas se você preferir, use o Qik e transmita direto do celular.

Essas possibilidades podem reformular o papel do telejornalismo e acelerar a produção caseira e artística de vídeos (pra pornografia é um prato cheio), e isso só tende a melhorar. Pro cinema, pras telecomunicações e pra TV, que já está, obrigatoriamente, tendo que se reinventar. E, um dia, será que… desaparecer?

A brincadeira do espelho deu certo e agora a questão não é mais como “mostrar”, mas sim como “preservar”. Não podemos esquecer que Narciso inebriado pela própria imagem definhou e morreu. A outra versão da história é: virou uma flor. E se assim for, melhor.

 

 

Estátua de bronze em homenagem a Alice através do Espelho, continuação de Alice no País das Maravilhas, ambos livros de Lewis Carroll, nos arredores do Guildford Castle (UK)