Posts Tagged ‘Mobile’

por Bruna às 12:49

Essa semana eu falei sobre mashup das redes sociais e os agregadores de conteúdo. E ontem o Edu comentou brevemente o FriendFeed, o mais popular deles, pelo menos entre os geeks brasileiros. Marcelo Nóbrega, jornalista de tecnologia, entrevistou o criador do FriendFeed, Paul Buchheit , e postou a entrevista em seu blog, o Futuro.vc.

Dois pontos abordados na entrevista que destaco:

Em outro ponto de vista, o FriendFeed pode ser redundante no contexto da crise do excesso de informação que assola o internauta, ao oferecer acesso ao mesmo conteúdo que já é visto nos sites de origem.

“Não acho. O FriendFeed pode ser uma ótima ferramenta de filtragem de conteúdo. Para ver vídeos interessantes, você pode encarar os milhares de uploads diários, ou assistir a um ou dois que seus amigos separaram no mesmo espaço de tempo. É como ir ao cinema acompanhado. Não é apenas a experiência do cinema, mas do cinema compartilhado com outra pessoa”.

Buchheit promete a API do FriendFeed para “muito em breve” e espera que ela traga a expansão do serviço para além do site - em celulares, clientes de software e outras páginas na web.

“O Twitter é uma inspiração enorme, pelo entusiasmo dos usuários em criar várias aplicações que cercam e acrescentam funcionalidade a ele”.

Leia na ÍNTEGRA.

No dia seguinte que a entrevista foi o ar o Marcelo publicou que a API já havia sido lançada, e agora o agregador de conteúdo pode ser integrado ao celular (permitindo inclusive upload de conteúdo), e é o primeiro a fazer isso.

Sendo assim, ele deixa de ser apenas um organizador de conteúdos e passa a estimular sua produção. E ainda há marcações que você pode fazer pra filtrar esse conteúdo, as pessoas podem comentar seus posts e você pode até responder automaticamente pelo twitter.

Enquanto a Web 3.0 não chega, tento entender como dissolver e usar todas as informações na Internet, e o melhor, por quais caminhos eu quero ir até elas, são tantos. Um dia, quero 100% de aproveitamento. Ok, 70.

por Bruna às 05:12
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Não sei se vocês conhecem, mas eu nunca tinha visto esse vídeo sobre nanotecnologia desenvolvido pela Nokia Research Center e o Cambridge Nanotechnology Centre. Para esta simulação, eles criaram o conceito Morph, que é um conjunto de princípios a serem aplicados aos sistemas mobile no futuro e que possibilitará, inclusive, que os telefones móveis mudem de forma e se “auto-limpem” para parecerem sempre novos.

Sensacional. É o Elixir da Longa Vida virando fato no futuro.

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Vídeo enviado pelo leitor Nando Rocha.

por Baroni às 01:07

Uma empresa de Israel desenvolveu o Modu, o menor celular do mundo.

As principais features são: Viva-Voz, SMS, Mp4 player, Bluetooth, 1Gb de storage, vira pen-drive e ainda tem a possibilidade de voce trocar as jackets (módulos) dele. O preço inicial estimado está em torno de U$ 280 com dois módulos.

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por Bruna às 12:15

2007 foi o ano da microblogagem no Brasil. Pra quem não sabe, microblogging, é o sistema de “blogar pequeno”. Ou seja, ao invés de posts com muitos caracteres, só se pode enviar no máximo 140. Pode ser criada uma lista de amigos que podem ser seguidos (followers), e assim você acompanha o que todo mundo diz numa pagininha só, a sua. Mas o mais legal desse sistema é que não é necessário ligar o computador pra postar – via browser ou MSN e GTalk - você pode enviar tudo via celular.

É uma troca expressa e objetiva de informações, e não há limite de postagens diárias. O mais popular deles é Twitter:

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Sincadus é o nosso Twitter

 

 

Nessa onda, surgiram outras ferramentas que agregam o sistema de microblogging ao seus recursos:

O Pownce é um twitter melhorado e personalizado. Nele você pode não só enviar como responder mensagens de texto, mas também links, arquivos e eventos. É muito fácil, mas não utiliza recursos mobile, portanto, ponto negativo, sai de cena o celular. Nele você pode migrar dados de uma rede social pra outra. Isso pode gerar, futuramente, uma “conversa” das redes sociais entre si, fato que tem sido bastante discutido. Até hoje não fez sucesso entre os geeks e curiosos, talvez porque seja estático, e não dê pra mandar nada via celular, no meio do trânsito.

 

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O Tumblr também é outro modelo de microformatos que mistura o Twitter com o Word Press (ferramenta de edição e publicação de blogs) Personalizado, é um recurso mobile bem interessante, pois permite o envio de vídeos, fotos, aúdios e textos direto do celular, mas há a opção de mandar via browser, do seu computador. Ele também pode funcionar como social network, e você pode montar grupos e seguir pessoas, assim como no Twitter. E mais, pode construir seu próprio feed, tipo um livestream, e ler o conteúdo das pessoas que você segue. Um ponto negativo do Tumblr, na minha opinião, é que não espaço para comentários. Mas mesmo assim, é ótimo para postagem de fotos.

 

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Atentos à mistura Twitter com Word Press, o WP resolveu criar seu próprio microformato, o Prologue, ainda em teste. A grande diferença dos outros é que ele separa os assuntos por tags, e você pode transformar seu blog num microblog. Logo, podemos ler vários blogs do wordpress ao mesmo tmepo, separados por assunto e de acordo com o tempo de postagem.

 

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por Bruna às 08:01

Desde que Narciso apaixonou-se por si mesmo ao ver, pela primeira vez, seu reflexo no lago, a brincadeira não parou mais. Muito tempo depois, no Renascimento, foi inventado o espelho, que permitia que as pessoas não só se vissem, mas que se flagrassem vendo umas às outras.

O espelho fatalmente deu origem aos “modos”, olhar-se virou um hábito, um exercício de consciência, o que vejo é o que sou? A sensação que temos é que no espelho controlamos nossa própria imagem, e nele sempre queremos parecer mais bonitos.

Os modos deram origem à moda, e a moda às vitrines e às passarelas. Sacramentou-se então a invenção moderna do ego, e enxergado o ego, somos outros. E todos enxergando seus próprios egos e os egos dos outros, temos a cultura do olho.

O olho explica todas as grandes invenções da história: a fotografia, o cinema, e, por último, a televisão. Ver-se não é mais novidade, espionar-se tampouco. Agora tudo está às claras, mas será que todo mundo se vê como deve ser visto? E o que será que deve ser visto?

Pra pirar tudo de vez, surgiu a internet. A princípio, uma ferramenta de pesquisa, e depois, a principal transformadora das relações sociais no mundo. As pessoas agora não se conhecem apenas no colégio, no trabalho, no clube e na igreja, elas se encontram na internet.

E a dona internet, que não é boba, organizou-as em “sites de convívio”, redes que exibem e catalogam as pessoas por gostos e afinidades. No Brasil, é tão comum ter uma ficha na polícia quanto uma ficha no Orkut, o mercadão municipal onde é possível ver, comprar e vender de tudo.

Taggeados, etiquetados e associados a infinitos grupos e comunidades virtuais, agora todo mundo sabe o que a gente vê, come, lê, e nossas fotos pessoais podem ser vistas e comentadas. A internet passa a ser um espelho, mas com a opção “censura”, e para o qual mostramos só o que queremos.

Mas mostramos, de alguma forma: há quem mostre tudo via webcam, mas há quem mostre literatura, política e jornalismo bom sendo feito em blogs. Há programas de rádio sendo reformulados em podcasts e o cinema se reconstruindo no YouTube.

Na web 2.0 produz-se conteúdo em toda parte, o tempo todo e para todos os gostos. Produz-se sozinho ou em grupo, e outros grupos podem editar o que produzimos. Há muita gente falando, escrevendo, passando informação pra frente e pra trás.

Com a chegada da banda larga aqui, em 2000, recursos como os de streaming se tornaram possíveis, mas ainda caminhavam com as lesmas e ficaram no meio do caminho. De lá pra cá melhorou, mas está longe de termos a velocidade ideal de internet, aquela que age pela gente: pensei e o site carregou.

Hoje, com razoável velocidade de conexão, a transmissão de vídeos não só se tornou viável, mas pode ser feita ao vivo. O sujeito liga a webcam e transmite de qualquer lugar seu próprio show. Sites como UStream, Live video, Yahoo Live!, Mogulus e Justin.TV possibilitam isso. Mas se você preferir, use o Qik e transmita direto do celular.

Essas possibilidades podem reformular o papel do telejornalismo e acelerar a produção caseira e artística de vídeos (pra pornografia é um prato cheio), e isso só tende a melhorar. Pro cinema, pras telecomunicações e pra TV, que já está, obrigatoriamente, tendo que se reinventar. E, um dia, será que… desaparecer?

A brincadeira do espelho deu certo e agora a questão não é mais como “mostrar”, mas sim como “preservar”. Não podemos esquecer que Narciso inebriado pela própria imagem definhou e morreu. A outra versão da história é: virou uma flor. E se assim for, melhor.

 

 

Estátua de bronze em homenagem a Alice através do Espelho, continuação de Alice no País das Maravilhas, ambos livros de Lewis Carroll, nos arredores do Guildford Castle (UK)